Raquel e Deltan. Por Moisés Mendes

Raquel Dodge e Deltan Dallagnol. Foto: Wikimedia Commons

Publicado originalmente no blog do autor

POR MOISÉS MENDES

Raquel Dodge deixa a Procuradoria-Geral da República neste mês. Diga rápido: qual foi a sua contribuição para que a PGR limpasse um pouco a imagem de conivência com a direita e de omissão diante dos desmandos de seus subalternos na Lava-Jato?

Raquel é a chefe de Deltan Dallagnol, o procurador sem escrúpulos que pretendia ficar com os R$ 2,5 bilhões da Petrobras para criar uma fundação, além de enriquecer com palestras.

A última de Dallagnol é esta mensagem de 29 de janeiro de 2018, agora vazada, em que ele escreve para ele mesmo, como se fosse um enviado de Deus, refletindo sobre a possibilidade de ser candidato ao Senado:

“Tenho apenas 37 anos. A terceira tentação de Jesus no deserto foi um atalho para o reinado. Apesar de em 2022 ter renovação de só 1 vaga e de ser Álvaro Dias, se for para ser, será. Posso traçar plano focado em fazer mudanças e que pode acabar tendo como efeito manter essa porta aberta”.

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