Raul Jungmann, cinco meses depois, quer PF no caso Marielle. É deboche? Por Fernando Brito

Atualizado em 13 de agosto de 2018 às 9:10
Jungmann (Foto: Antonio Cruz/EBC/Fotos Públicas)

Publicado originalmente no Tijolaço

POR FERNANDO BRITO

Quando pistoleiros dispararam contra o carro em que viajava a vereadora Marielle Franco e a mataram – e ao motorista Anderson Gomes – a segurança pública do Rio de Janeiro já estava sob intervenção federal.

Hoje, 151 dias depois, a segurança continua sob intervenção federal.

Qual é o sentido, portanto, de o Ministro (federal) da Segurança Pública, a quem se reporta o interventor federal em dizer que a Polícia Federal “está pronta para assumir caso Marielle se investigação for federalizada“.

Os sublinhados, claro, destinam-se a frisar o óbvio.

As polícias estaduais estão sob comando federal e não é crível que seja preciso mais que um telefonema para que agentes federais fossem colocados num caso que, afinal, teve repercussão mundial.

É de esperar que um ministro do Governo Temer, até por isso, dizer bobagens.

Mas não atino porque a falta um simples ofício impede  que PF participe das investigações e  porque as autoridades federais que comandam (?) a Segurança usam isto como desculpa para sua inação?

Não é possível que se permita que o Ministro da Segurança Pública diga, sem ser questionado,  uma bobagem como esta, quando se trata do dever do Estado de descobrir não apenas homicidas, mas exterminadores.

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