Rebeca Andrade vs. Yasmin Brunet: a vitória pelo suor e a derrota de quem quer ganhar no tapetão

Rebeca Andrade e Yasmin Brunet

Enquanto a modelo Yasmin Brunet esperneia por não poder acompanhar o marido, o surfista Gabriel Medina, na Olimpíada de Tóquio, a ginasta Rebeca Andrade vence todas as dificuldades e faz história como a primeira brasileira a conquistar uma medalha na ginástica artística dos Jogos.

A trajetória de Rebeca torna seu feito ainda mais impressionante. Nascida na periferia, no bairro de Vila Fátima, em Guarulhos, a atleta dividia um único quarto com a mãe e os sete irmãos. Dona Rosa trabalhava de doméstica e sustentava os filhos sozinha.

Com apenas nove anos, ela saiu de casa e passou a viver em Curitiba, após o convite de uma treinadora.

Ao longo da carreira, passou por três cirurgias no joelho direito entre 2015 e 2019, ficando afastada do ginásio por muito tempo.

Na primeira delas, pensou em parar com a ginástica. Rebeca rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito durante um treino para os Jogos Pan-Americanos de Toronto.

A história de superação da ginasta é o oposto da vida de Yasmin Brunet.

Nesta semana, a modelo agiu como uma criança mimada após ser impedida de viajar a Tóquio com Medina e acusou o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de perseguição.

Yasmin parece acreditar que absolutamente tudo no mundo é sobre ela.

É um comportamento típico do jovem adulto que nasceu em berço de ouro, nunca precisou ser confrontado com a realidade e ficou atrofiado emocionalmente, incapaz de enxergar as coisas com sensatez.

Após a derrota do surfista, que era favorito e não conquistou nem a medalha de bronze, a modelo fez mais birra e reclamou que ele foi “roubado”.

Ela fez uma publicação no Instagram se declarando para o amado e mais uma vez atacando o COB: “Foi roubado na cara dura”, escreveu.

Um abismo separa Rebeca Andrade de Yasmin Brunet, tanto na questão social como na personalidade.

Enquanto uma trabalhou duro e teve que se superar para vencer na vida, a outra sempre ganhou tudo de mão beijada e até hoje não aprendeu a ouvir um “não”.

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