
A Receita Federal exonerou o auditor fiscal Ricardo Mansano de um cargo de chefia após ele se tornar alvo de uma investigação que apura suspeita de acesso indevido a dados fiscais de uma ex-enteada do ministro do STF Gilmar Mendes. A medida foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (19).
Mansano exercia a função de substituto eventual do chefe da equipe de gestão do crédito tributário e do direito creditório na Delegacia da Receita Federal em Presidente Prudente (SP). A exoneração ocorreu enquanto o servidor é investigado.
O auditor foi um dos quatro alvos de uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. A ação teve como objetivo apurar supostos acessos indevidos a informações fiscais de ministros do STF e de seus familiares.
Durante as diligências, Mansano foi alvo de mandado de busca e apreensão. Além disso, foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica e afastado das funções públicas, conforme determinações judiciais.

Segundo informações divulgadas pelo Estadão, o auditor afirmou aos investigadores que o acesso aos dados ocorreu por “acidente”. Ele declarou que acreditava estar consultando informações de outra pessoa.
A defesa de Mansano se manifestou por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (19). As advogadas Marianna Chiabrando e Camilla Chiabrando negaram envolvimento do servidor em irregularidades.
No comunicado, a defesa declarou que o auditor possui “reputação ilibada” e destacou que, ao longo dos anos de atuação na Receita Federal, ele não respondeu a procedimentos disciplinares.
As advogadas também afirmaram que não tiveram acesso aos autos da investigação. Em razão disso, informaram que não comentariam detalhes do caso em andamento. A investigação segue em curso. Até o momento, não houve divulgação de conclusão definitiva sobre as suspeitas analisadas pelas autoridades.