Governo Lula supera marca histórica e projeta receita recorde para 2026

Atualizado em 6 de setembro de 2026 às 5:51
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda Dario Durigan. Foto: Washignton Costa/Ministério da Fazenda

A equipe econômica projeta que a receita federal total chegue a R$ 3,24 trilhões em 2026, o equivalente a 23,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Se a estimativa se confirmar, será o maior percentual da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em 1997. Com informações de g1.

A previsão consta na proposta de Orçamento de 2027 enviada ao Congresso Nacional. Para o próximo ano, o governo calcula receitas de R$ 3,46 trilhões, ou 23,4% do PIB, e projeta superávit de R$ 18,6 bilhões nas contas públicas.

O recorde anterior ocorreu em 2010, último ano do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando as receitas totais alcançaram 23,6% do PIB. Entre 1997 e 2025, a média foi de 21,4% do PIB.

O indicador inclui tributos federais e outros ingressos, como royalties, concessões e dividendos. Ele não se confunde com a carga tributária nacional, que abrange impostos estaduais e municipais e somou 32,1% do PIB em 2024, conforme a Receita Federal.

Gráfico gerado por IA

Petróleo e mudanças tributárias sustentam arrecadação

O governo espera arrecadar R$ 172,1 bilhões com a exploração de petróleo em 2026, valor equivalente a 1,3% do PIB. Em 2025, a receita nessa área foi estimada em R$ 139,3 bilhões, ou 1,1% do PIB, com impulso da alta internacional do petróleo durante a guerra no Oriente Médio.

A expansão das receitas também acompanha medidas adotadas nos últimos anos, como a tributação de fundos exclusivos e offshores, a taxação das bets, a reoneração gradual da folha de pagamentos, o fim de benefícios ao setor de eventos e o aumento do IOF sobre crédito e câmbio.

Na proposta orçamentária, a equipe econômica afirma que a recomposição da base arrecadatória federal enfrenta dificuldades, mas aponta avanços. O texto diz que parte das mudanças buscou corrigir distorções, reduzir gastos tributários considerados ineficazes e ampliar a progressividade dos impostos, com efeitos relevantes para o equilíbrio financeiro da União.

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