Redes bolsonaristas dizem que intervenção na Petrobras foi para tirar “funcionários comunistas ligados a Zé Dirceu”

A mais nova fake news bolsonarista

Após Jair Bolsonaro avisar que vai demitir o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e indicar para o seu lugar o general Joaquim Silva e Luna, circula nos grupos bolsonaristas de WhatsApp e Facebook uma série de fake news sobre a troca no comando da estatal.

Os apoiadores do presidente estão espalhando que a empresa continha um “ninho de petistas e comunistas” e que o “plano foi descoberto”.

“Pessoal, vocês sabem por que Bolsonaro trocou o presidente da Petrobras?”, pergunta uma seguidora.

“Na empresa tem um ninho de petistas e comunitas (sic) e o plano era aumentar os combustíveis toda semana para fazer com que os caminhoneiros fizessem greve e o povo se revoltasse contra o governo”, denuncia.

Até o nome de José Dirceu, chefe da Casa Civil durante o Governo Lula, é citado. Uma mensagem que tem sido muito compartilhada via WhatsApp diz o seguinte:

“Nesse momento: mais de 300 funcionários ligados a José Dirceu foram demitidos da Petrobras. Um andar inteiro foi esvaziado para acomodação de militares e Polícia Federal.”

Na verdade, o atual presidente da estatal ainda não deixou o cargo. Ele já avisou a pessoas próximas que não está disposto a renunciar e cumprirá o mandato de dois anos até o dia 20 de março.

Um dos bolsonaristas narra um cenário apocalíptico na empresa e inventa que todos os funcionários da “quadrilha petista” estão se demitindo.

“Vocês não têm noção do furacão aqui no DF. Está caindo diretor, supervisor, funcionários, igual manga madura no pé. O expurgo na Petrobas tá gigante, sem falar que várias descobertas cabulosas vindo à tona, muitos com raízes fincadas na quadrilha petista”, diz.

Os apoiadores do presidente acreditam que o general indicado por Bolsonaro vai “fazer uma faxina” na Petrobras e que os militares vão “mudar o Brasil de forma estratégica”.

Com montagens toscas e mensagens em caixa alta, inventam que os “petistas infiltrados na estatal” ganhavam “rios de dinheiro inflacionando o preço dos combustíveis”.