Regina Duarte faz seu obituário ao vivo, tripudia de mortos, minimiza tortura e dá piti. Por José Cássio

“Quem é você?”, quis saber Regina Duarte ao ser perguntada pela apresentadora Daniela Lima, da CNN Brasil, sobre um vídeo com críticas de Maitê Proença que a emissora acabava de exibir durante uma entrevista ao vivo com a secretária de Cultura de Bolsonaro.

“Vocês ficam desenterrando mortos, isso não estava combinado”, reclamou a ex-atriz. “Vocês estão carregando um cemitério nas costas”.

“Estamos, sim, são mais de 8 mil por coronavírus, alguns da sua classe artística”, devolveu a apresentadora.

Resumo: Regina acabou não ouvindo as palavras de Maitê Proença, admitiu que o presidente já tem na manga alguém para substituí-la e, de tão triste que ficou, não se informou sobre as desavenças entre Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, que pediu demissão há 10 dias.

Ela também relativizou a tortura na ditadura militar, cantando a música símbolo da Copa de 70, tripudiou dos mortos por coronavírus, deu piti e viu a entrevista ser finalizada a mando do Planalto.

Uma zona.

Sacudiu o país com mais ênfase que no último capítulo de Selva de Pedra, na década de 70, com a TV ainda em preto e branco, quando fez par romântico com Francisco Cuoco.

Da A a Z, conseguiu uma unanimidade: ninguém ousaria apostar um tostão furado na sua permanência na secretaria de Cultura – isso seria o mesmo que acreditar em duendes, e como sabemos o Brasil nunca foi um país para amadores.

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