
O jornal Wall Street Journal relatou que o exército dos Estados Unidos empregou o modelo de inteligência artificial Claude, criado pela empresa Anthropic, em sua ação para sequestrar o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro de 2026.
Segundo fontes citadas pelo WSJ, Claude foi acessado por meio de uma parceria entre Anthropic e a empresa de análise de dados Palantir Technologies, cujas plataformas são amplamente utilizadas pelo Departamento de Defesa dos EUA e por agências federais.
O uso da IA neste contexto marca a primeira vez que um modelo de IA comercial foi incluído em uma operação militar classificada pelo governo norte-americano. Ainda não há informações públicas detalhando exatamente em que tarefas Claude foi envolvido.

As diretrizes de uso da Anthropic proíbem explicitamente aplicações que facilitem violência, desenvolvimento de armas ou vigilância, e a empresa disse que não comenta detalhes de operações específicas, afirmando que qualquer uso precisa seguir suas políticas. O Departamento de Defesa também não comentou as alegações. 
A ação militar em solo venezuelano terminou com a detenção de Maduro, que foi levado para Nova York para enfrentar acusações relacionadas ao narcotráfico.
Empresas de inteligência artificial enfrentam impasses sobre até que ponto suas tecnologias devem ser aplicadas na área de defesa. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, defende a criação de regras para reduzir riscos associados ao uso da IA. Ele também já demonstrou preocupação com a adoção de sistemas autônomos letais e com aplicações de vigilância em território norte-americano.
Essa posição mais prudente teria causado desconforto no Departamento de Defesa dos EUA. Em janeiro, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a pasta não pretende utilizar modelos de IA que imponham restrições à condução de guerras.
No mesmo mês, o Pentágono anunciou parceria com a xAI, empresa de Elon Musk. O departamento também emprega versões adaptadas do Gemini, do Google, e sistemas da OpenAI para apoiar atividades de pesquisa.