
O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, foi transferido para o hospital DF Star no dia 13 de março após um alerta médico de “risco de morte”, de acordo com um relatório do núcleo de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal.
O documento, que detalha a avaliação feita pela equipe médica do presídio Papudinha, onde ele estava cumprindo pena, aponta que a decisão pela transferência foi tomada com base na gravidade do quadro de saúde do ex-presidente.
A escolta dele foi iniciada às 6h52, logo após o diagnóstico médico indicar o risco iminente à sua saúde. O ex-capitão de direita, que apresentava sinais de complicações, foi encaminhado para a unidade de saúde, onde se encontra sob cuidados intensivos.
A transferência foi realizada com o objetivo de garantir um atendimento médico especializado, dado o estado crítico de saúde de Bolsonaro. No hospital DF Star, ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral, uma condição grave que requer tratamento intensivo.

Nesta sexta-feira (20), um boletim médico divulgado pela equipe do hospital apontou uma boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas. Apesar do progresso, o ex-presidente permanece internado na UTI, sem previsão de alta. O tratamento de Bolsonaro inclui o uso contínuo de antibióticos e fisioterapia motora e respiratória.
O relatório assinado pelos médicos Claudio Birolini, Brasil Caiado, Leandro Echenique, Antônio Paiva Fagundes e Alisson Borges destaca que o ex-presidente está sendo monitorado de perto, com a equipe médica confiando em sua recuperação, mas mantendo a prudência quanto à alta da UTI.
O cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica, mencionou que há uma possibilidade de Bolsonaro deixar a UTI até o final da semana. “A prudência manda deixarmos lá [na UTI] para termos total segurança, […] mas acredito que pode ser daqui para o final de semana”, afirmou Caiado na quarta-feira.