Relembre os papéis mais marcantes de Juca de Oliveira, morto neste sábado (21)

Atualizado em 21 de março de 2026 às 10:37
O médico Albieri, personagem de Juce de Oliveira em “O Clone”. Foto: Globo

Morreu neste sábado (21), aos 91 anos, o ator e dramaturgo Juca de Oliveira, um dos maiores nomes da televisão e do teatro brasileiro. O ator estava internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, devido a um quadro de pneumonia. Com mais de seis décadas de carreira, Juca foi uma figura central na dramaturgia nacional, com papéis marcantes em novelas, minisséries, peças de teatro e filmes.

Juca de Oliveira iniciou sua trajetória no teatro nos anos 1950, atuando ao lado de grandes nomes como Aracy Balabanian e Glória Menezes. Sua formação no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) o consolidou como um dos principais nomes do palco brasileiro, com participações em montagens de grandes clássicos como A Morte do Caixeiro Viajante. Sua entrada na televisão aconteceu na década de 1960, pela TV Tupi, com teleteatros e programas de humor, mas foi em 1969 que alcançou grande popularidade ao protagonizar Nino, o Italianinho.

Na TV, Juca teve papéis icônicos em novelas e minisséries, incluindo a primeira versão de Saramandaia nos anos 1970, onde interpretou o personagem João Gibão, e a novela O Clone (2001), onde interpretou o Doutor Albieri, um cientista envolvido com clonagem humana. Sua atuação em O Clone é lembrada até hoje como uma das mais emblemáticas da sua carreira. Ao longo dos anos, Juca também participou de outras produções de sucesso, como Avenida Brasil (2012), onde interpretou Santiago, e Flor do Caribe (2013).

Além da televisão, Juca de Oliveira teve uma carreira notável no cinema, com papéis em filmes como “O Caso dos Irmãos Naves” e “Bufo & Spallanzani”. Ele também se destacou como roteirista e autor teatral, com obras como “Meno Male” e “Hotel Paradiso”. Sua versatilidade como ator e autor lhe rendeu prêmios como o Troféu APCA de Melhor Ator e reconhecimento no Festival de Gramado.

Juca também se dedicou a escrever peças teatrais, sendo autor de textos que tocaram questões sociais e culturais relevantes para o Brasil. Sua capacidade de se reinventar ao longo dos anos e sua dedicação ao trabalho artístico lhe conferiram um lugar de destaque na cultura brasileira.

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