
O repórter Guilherme Gonçalves, da Record, sofreu uma agressão enquanto cobria um caso de feminicídio em Rifaina, no interior de São Paulo. Uma mulher apontada como familiar do pecuarista investigado agarrou o microfone do jornalista e deu um soco nele durante a gravação.
A equipe buscava informações sobre o homem, encontrado morto após matar a ex-namorada, de 24 anos. As imagens da discussão foram exibidas pelo programa “Cidade Alerta”, apresentado por Reinaldo Gottino.
A mulher se aproximou dos profissionais, exigiu a retirada das câmeras e afirmou que não queria dar entrevista. Guilherme explicou que a equipe estava em uma estrada, fora dos limites da propriedade particular, mas a discussão continuou.
“Não interessa! Isso aqui é pertence da minha tia. Eu não quero, tira isso daqui!”, gritou a mulher antes de tomar o microfone e atingir o repórter. Ela ainda fez uma fala ofensiva sobre a jovem assassinada, sem concluir a frase.
🚨ATENÇÃO: Repórter da Record é AGREDIDO durante gravação de reportagem no interior de São Paulo. #CidadeAlerta https://t.co/wqtxWOX7X1
— Brenno Moura (@brenno__moura) November 3, 2026
Gottino defende trabalho da equipe em via pública
Depois da agressão, Guilherme pediu que a mulher repetisse diante das câmeras o que havia dito sobre a vítima. Ela entrou em um carro e deixou o local.
No estúdio, Reinaldo Gottino afirmou que a equipe não invadiu a propriedade e tinha o direito de permanecer na estrada. “O repórter está na estrada, do lado de fora”, disse o apresentador.
Gottino contestou o argumento apresentado pela mulher durante a confusão. “Interessa sim, ele não está invadindo a propriedade, ele não está entrando na propriedade”, afirmou.
O apresentador também citou o crime que motivou a cobertura e declarou que a morte do pecuarista não altera a investigação sobre o assassinato da jovem. “Ele matou uma pessoa. Ele é um assassino que estava sendo procurado. Não é porque ele morreu que ele virou um anjinho”, declarou.