Republicanos decide ficar neutro e frustra plano do PL para apoiar Flávio Bolsonaro

Atualizado em 4 de agosto de 2026 às 23:02
Deputado federal Marcos Pereira em entrevista
Deputado federal Marcos Pereira durante entrevista à GloboNews. Foto: Reprodução

O Republicanos decidiu adotar neutralidade na disputa pela Presidência da República e não dará apoio formal à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão, anunciada nesta terça-feira (4) após convenção da legenda em Brasília, frustra a tentativa do PL de ampliar sua coligação nacional.

Em nota, o partido afirmou que a independência resultou de consultas às executivas estaduais e busca preservar sua unidade diante de alianças regionais distintas. “A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político”, declarou a sigla.

O presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), comunicou a decisão ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na noite de segunda-feira (3). A neutralidade já vinha sendo debatida internamente havia semanas.

Das 27 executivas estaduais consultadas, 17 defenderam a independência na eleição presidencial. Nove diretórios preferiram apoiar Flávio Bolsonaro, enquanto um manifestou preferência pela candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Diretórios estaduais mantêm liberdade para alianças locais

A decisão representa mais um obstáculo à estratégia do PL, que ainda busca um nome para vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A federação União Brasil-Progressistas também optou por não declarar apoio formal a nenhum candidato ao Palácio do Planalto.

A orientação nacional não impede acordos nos estados. Em São Paulo, dirigentes do Republicanos já manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro, mesmo sem uma aliança formal entre os dois partidos para a eleição presidencial.

Lideranças do Sul e do Sudeste defendiam maior aproximação com o PL, enquanto setores do Nordeste trabalhavam pela manutenção da independência. Entre os defensores da neutralidade estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O Republicanos afirmou que concentrará esforços na ampliação de suas bancadas na Câmara e no Senado. A legenda também reiterou a defesa da responsabilidade fiscal, do fortalecimento das instituições, da segurança jurídica e do desenvolvimento econômico.

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