Restaurante acusa Ed Motta e empresário de agressões, garrafada e ataques no Rio

Atualizado em 6 de maio de 2026 às 22:37

 

Ilustrativa.
O interior do Restaurante Grado, no Rio de Janeiro. Foto: Divulgação

O restaurante Grado, comandado pelo chef Nello Garaventa e sua mulher Lara Atamian, denunciou uma sequência de agressões físicas, ameaças e ataques preconceituosos envolvendo o músico Ed Motta, o empresário Diogo Coutinho do Couto e outros integrantes de um grupo que jantava no local no último sábado.

Segundo relato divulgado pelos proprietários, o episódio aconteceu já perto da meia-noite, quando o restaurante estava prestes a encerrar o atendimento e apenas duas mesas permaneciam ocupadas.

De acordo com o casal, toda a confusão foi registrada pelas câmeras de segurança do estabelecimento.

A crise teria começado após a negativa de uma cortesia relacionada à taxa de rolha. A partir daí, segundo o restaurante, funcionários passaram a ser alvo de provocações, xingamentos e comentários discriminatórios.

O comunicado afirma que houve “referências pejorativas à origem nordestina”, além de insinuações sobre orientação sexual e vida privada de integrantes da equipe.

Na sequência, uma cadeira teria sido arremessada contra um garçom que estava de costas.

O restaurante relata ainda que um esbarrão provocado por Ed Motta em uma cliente de outra mesa derrubou objetos e ampliou a tensão no salão. Um dos clientes presentes teria levado um soco enquanto deixava o local.

Ed Motta arrumou briga em restaurante no Rio
O cantor Ed Motta. Foto: Ed Motta/Facebook

Segundo os proprietários, uma garrafa de vinho do tipo magnum foi lançada contra a cabeça da vítima, provocando sangramento imediato.
Ainda segundo o relato, funcionários tentaram conter as agressões usando o próprio corpo como escudo para evitar consequências mais graves.

O grupo teria deixado o restaurante antes da chegada da polícia. Os donos afirmam que um homem ligado a Diogo Coutinho do Couto ameaçou clientes e funcionários e insinuou estar armado.

Os proprietários disseram que os episódios causaram danos físicos, emocionais e materiais e colocaram em risco a continuidade do restaurante.

“Decidimos não adotar o silêncio por receio reputacional. Nossa obrigação é proteger nossa casa, nossa equipe e nossos clientes”, afirmaram Nello Garaventa e Lara Atamian em nota.

O restaurante informou ainda que está oferecendo suporte jurídico e psicológico aos funcionários afetados e que pretende buscar responsabilização judicial pelos episódios.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.