Richarlison volta a reclamar de disputa por mansão de R$ 10 milhões e cita Flávio Bolsonaro: “Me tomaram”

Atualizado em 5 de julho de 2026 às 11:57
Richarlison, atacante do Tottenham
Richarlison, atacante do Tottenham e o pré-candidato a Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Reprodução

O atacante Richarlison, jogador do Tottenham, voltou a expor neste sábado (04) sua insatisfação com a disputa judicial envolvendo uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, ao marcar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma publicação no Instagram.

Richarlison republicou nos stories um vídeo de Flávio Bolsonaro com imagens aéreas do imóvel e escreveu: “Lugar bonito, né? Pois é. Me tomaram”. A postagem reacendeu o caso, que já havia voltado às redes sociais nos últimos dias.

Veja a postagem:

Postagem de Richarlison marcando Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram

Em comentário anterior no Instagram, o ex-jogador da Seleção Brasileira afirmou que investiu cerca de R$ 10 milhões na compra da propriedade e disse que ainda não recebeu o valor. “Realmente gastei em torno de 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”, declarou.

A fala apareceu em uma publicação de uma advogada imobiliária que tratava da diferença entre posse e propriedade. Esses dois conceitos estão no centro da disputa judicial sobre a mansão, adquirida por uma empresa associada a Richarlison e ao empresário Renato Velasco.

Processo discute posse e propriedade da mansão

A controvérsia começou porque outra empresa reivindicou direitos de posse sobre a área e alegou ocupação anterior à venda. A empresa ligada ao jogador sustentou que comprou legalmente a propriedade, enquanto o grupo adversário afirmou ter direitos possessórios prévios sobre o imóvel.

Flávio Bolsonaro não entrou formalmente como parte no processo. Conforme reportagem do Metrópoles de 2022, os advogados de Richarlison incluíram o senador como testemunha por causa de uma visita dele à mansão antes da conclusão da negociação e de um retorno posterior ao local acompanhado do advogado Willer Tomaz.

Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, é apontado como uma das figuras centrais da disputa pela posse do imóvel. O nome dele aparece ligado à empresa que obteve decisões favoráveis no caso contra a empresa associada ao atacante.

Em 2025, o Superior Tribunal de Justiça manteve decisão favorável à empresa associada a Willer Tomaz. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva afirmou que o recurso da empresa de Richarlison exigiria reavaliar provas e contratos já examinados pelas instâncias inferiores, o que o STJ não admite nesse tipo de recurso.

“Nesse contexto, não há como afastar a incidência das Súmulas 5 e 7 do STJ, visto que o acolhimento da pretensão recursal demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos e a interpretação de cláusula contratual, procedimentos inviáveis ante a natureza excepcional da via eleita”, registrou o ministro. Com a decisão, o STJ manteve o entendimento que reconheceu os direitos possessórios da empresa adversária.

Veja a advogada falando do caso:

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