Rio: Prefeito vê perdão com “perplexidade”, mas mantém demissão de mãe de Henry Borel

Atualizado em 4 de junho de 2026 às 20:08
Monique Medeiros demissão
Monique Medeiros, após declaração de sua sentença. Foto: Brunno Dantas/TJRJ

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou nesta quinta-feira (4) que manterá a demissão de Monique Medeiros da rede municipal de ensino após a decisão da Justiça que concedeu perdão judicial à mãe de Henry Borel no processo pela morte do menino.

Em publicação nas redes sociais, Cavaliere disse que a decisão judicial causa “certa perplexidade”, mas afirmou que será cumprida. Segundo ele, a prefeitura manterá integralmente o desligamento da ex-servidora.

“Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independentemente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros está integralmente mantida”, afirmou o prefeito.

Monique era professora da rede municipal. De acordo com Cavaliere, ela foi afastada em 24 de janeiro de 2023 com base no Estatuto dos Funcionários Públicos do Rio e desligada definitivamente da Secretaria Municipal de Educação em março deste ano.

O prefeito afirmou que não medirá esforços para impedir o retorno de Monique aos quadros da administração municipal. Segundo ele, a medida tem como objetivo proteger a comunidade escolar.

O julgamento do caso Henry Borel foi concluído na madrugada desta quinta-feira. Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte da criança. Monique recebeu perdão judicial após os jurados afastarem a acusação de homicídio doloso e desclassificarem o caso para homicídio culposo.

Ao justificar a decisão, a juíza Elizabeth Machado Louro afirmou que Monique foi alvo de reação social “desproporcional e desmesurada”, marcada por preconceitos de gênero. A Promotoria já informou que vai recorrer do perdão judicial concedido à mãe de Henry.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!