‘Roda Viva’ de Moro é feito para levantarem-lhe a bola. Mas não dará certo. Por Fernando Brito

Glenn Greenwald e Sérgio Moro. Foto: Wikimedia Commons

Publicado originalmente no blog Tijolaço

POR FERNANDO BRITO

A reclamação de Glenn Greenwald é absolutamente cabível. Afinal, ele é o editor das mais contundentes revelações sobre o entrevistado do programa, na estréia de Vera Magalhães.

Afinal, Vera entrevistou Greenwald de forma até hostil na Jovem Pan sobre o caso da Vaza Jato e deveria, quanto mais por isso, ter o jornalista do The Intercept na bancada.

A menos que a sua presença tivesse sido vetada pelo próprio Moro, o que também seria uma obrigação revelar e deixar que o ex-juiz o justificasse.

É certo que a lista de entrevistadores terá, basicamente, gente sem a mesma incisividade que Greenwald – ou mesmo Reinaldo Azevedo, como se sugere nas redes sociais – teria ao abordar a questão.

Mas é difícil que Moro escape de gaguejar diante de outras questões.

Na segunda-feira, dia do programa, estará nas livrarias o livro Tormenta, dae Thaís Oyama, onde se descreve em detalhes não só o impulso de Jair Bolsonaro em demiti-lo como, também, a sua reação de acoelhar-se diante da ameaça.

Sérgio Moro, por culpa no cartório, por arrogância e ainda vestindo a toga da prepotência, não é capaz de se sair com simpatia de de qualquer prova de fogo, inclusive as de fogo brando, brandíssimo.

Suas relações com Jair Bolsonaro só não o diminuem quando ele se cala.

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