Roger Waters exige libertação de Maduro e Cilia Flores em frente a centro onde eles estão presos nos EUA

Atualizado em 18 de abril de 2026 às 11:53
Roger Waters durante turnê pelo Brasil em 2018 | Crédito: Mauro Pimentel | AFP

Originalmente em Brasil de Fato

O músico britânico Roger Waters exigiu a ibertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores em frente ao Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York (EUA), onde eles estão detidose.

O fundador do Pink Floyd escolheu o dia 13 de abril para se posicionar, mesma data em que a Venezuela comemorava o Dia da Dignidade Nacional, marcando 24 anos desde a tentativade golpe contra a Revolução Bolivariana, frustrada pela mobilização popular.

Waters, um dos críticos mais ferrenhos da ordem imperial ocidental, juntou-se ao protesto organizado pela Rede de Solidariedade com a Venezuela, o Partido Mundial dos Trabalhadores, o Brooklyn Contra a Guerra e o Bronx Antiguerra, e discursou para a multidão em frente aos muros da prisão federal onde o governo Trump mantém preso o presidente venezuelano desde 3 de janeiro.

“Libertem Maduro! Libertem Maduro! Libertem os líderes!”, exclamou Waters no início de seu discurso. Em seguida, apontou diretamente para o prédio: “O presidente Maduro, o presidente da Venezuela, está preso naquele prédio junto com Cilia Flores. Isso é uma tragédia e um grave erro.” É por isso que estamos aqui hoje, protestando contra sua prisão. Liberdade para Maduro já!

Em 13 de abril de 2002, o povo venezuelano foi às ruas e frustrou o golpe midiático e empresarial que havia deposto o comandante Hugo Chávez do poder por menos de 48 horas. A Venezuela comemora esse dia todos os anos como o Dia da Dignidade Nacional, e em 2026, o fez com uma enorme marcha nacional enquanto, a milhares de quilômetros de distância, ativistas estadunidenses e um ícone do rock exigiam o retorno do presidente ao país.

Desde 3 de janeiro, quando uma operação militar dos EUA atacou a Venezuela e sequestrou o casal presidencial, organizações de base mantêm presença constante em frente ao MDC, denunciando a ação como um ato de perseguição política e exigindo sua libertação por meio de cartas, passeatas e manifestações.

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