Rogério Correia aciona AGU para apurar fake news de Nikolas Ferreira sobre Pix

Atualizado em 14 de janeiro de 2026 às 21:31
O deputado federal Rogério Correia. Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolou nesta quarta-feira (14) um Pedido de Providências junto à Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia, órgão da Advocacia-Geral da União (AGU), para apuração da conduta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A iniciativa tem como base a divulgação de um vídeo com informações consideradas juridicamente falsas e distorcidas sobre o Pix e normas da Receita Federal.

Segundo o pedido, o conteúdo divulgado por Nikolas Ferreira apresenta uma narrativa de “monitoramento oculto” e “controle da população” associada ao uso do Pix. De acordo com a representação, o vídeo atribui ao Estado brasileiro práticas que não encontram respaldo na legislação vigente, com referência a normas que não se aplicariam ao sistema de pagamentos instantâneos.

O documento sustenta que há inconsistências objetivas entre as falas do parlamentar e os dispositivos legais citados por ele próprio. A peça aponta o uso indevido de instruções normativas, a confusão entre obrigações acessórias e tributação, além da aplicação de regras anteriores à criação do Pix a um sistema posterior.

Ainda conforme a representação, o conteúdo divulgado caracteriza desinformação de natureza institucional, amplificada pelo exercício do mandato parlamentar. O pedido destaca o alcance do vídeo e o potencial impacto sobre a confiança pública nas instituições fiscais e no sistema democrático.

Além da iniciativa na AGU, Rogério Correia publicou em seu perfil no X um abaixo-assinado que pede a cassação do mandato de Nikolas Ferreira. Na postagem, o deputado listou acusações e escreveu: “Enriquecimento ilícito, transfobia, fábrica de fake news, contribuição ao crime organizado contra o Pix, falta de decoro parlamentar, campanha financiada por máfia de combustíveis, utilização de fé para financiamento próprio, tentativa de golpe contra a democracia e muito mais”.

Nos pedidos apresentados à AGU, Rogério Correia requer a instauração de procedimento próprio no âmbito da Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia, com o envio de cópias à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. A representação sustenta que liberdade de expressão e imunidade parlamentar não autorizam a fabricação deliberada de fatos jurídicos inexistentes.