Romance e espionagem: a suspeita dos EUA sobre o chefe da Nvidia e uma empresária chinesa

Atualizado em 7 de novembro de 2026 às 14:00
Nvidia Jensen Huang Trump
O CEO da Nvidia, Jensen Huang e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Foto: Divulgação/Reuters

Autoridades de inteligência dos Estados Unidos suspeitam que uma empresária próxima de Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, foi recrutada pela China para obter informações sobre ele. A mulher é Alice Huang, executiva da Megaspeed International, parceira comercial da fabricante de chips.

O New York Times relatou na sexta-feira (6) que integrantes do governo Donald Trump receberam as acusações em um memorando de inteligência. Pessoas informadas sobre a vigilância americana disseram ao jornal que Alice atuaria para o Ministério de Segurança do Estado chinês. O objetivo seria conhecer melhor os chips de inteligência artificial dos EUA e, possivelmente, influenciar a Nvidia a defender o acesso da China aos modelos mais avançados.

As autoridades americanas acreditam que Alice e Jensen tiveram um relacionamento amoroso. Questionada sobre esse relato, a Nvidia remeteu a declarações anteriores do executivo, que descreveu o vínculo entre os dois como uma relação comercial comum.

A Megaspeed, sediada em Singapura, integra a rede de parceiros de computação em nuvem da Nvidia. A companhia compra equipamentos da fabricante e aluga capacidade de processamento a desenvolvedores de inteligência artificial. Jensen classificou os negócios com a empresa como normais em entrevista na semana passada.

Jensen Huang e Alice Huang. Foto: reprodução

O caso também chegou à Câmara dos Representantes. Os presidentes de três comitês solicitaram uma reunião a portas fechadas com Jensen para discutir suas interações com Alice e os protocolos de segurança da Nvidia. Em comunicado de quinta-feira (5), os parlamentares propuseram o dia 18 de novembro e pediram uma resposta ou indicação de outra data até o dia 11.

Em manifestação após a reportagem do New York Times, a Nvidia afirmou que seus parceiros de nuvem não pedem mudanças na legislação americana nem defendem a liberação de vendas para a China. A empresa também declarou que não possui nem compartilha com clientes informações classificadas como sigilosas e que uma tentativa de obtê-las por esse caminho não teria sucesso.

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