
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL) à sede da diplomacia americana como “rotineira”. O pré-candidato à Presidência esteve no país entre terça (26) e quarta (27).
Um porta-voz afirmou ao Metrópoles que o Departamento “não comenta discussões diplomáticas privadas”, e que o órgão “se reúne rotineiramente com um amplo espectro de líderes políticos, econômicos e da sociedade civil”.
Além do encontro com o presidente Donald Trump, o senador manteve outras agendas durante sua visita aos EUA. Na quarta, ele se reuniu com o vice-presidente norte-americano JD Vance, com o secretário de Estado Marco Rubio e com Darren Beattie, assessor especial de Trump para políticas no Brasil.
A Casa Branca também não detalhou a conversa ou divulgou comunicados e fotos sobre a visita de Flávio após as reuniões, como costuma ocorrer em encontros com autoridades e lideranças de outros países.

Segundo Flávio, as conversas na sede do Departamento de Estado giraram em torno da classificação de facções brasileiras, como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas, além de políticas do governo Lula relacionadas às big techs.
O Departamento de Estado, assim como a Casa Branca, não divulgou detalhes, comunicados ou fotos do senador após as reuniões, prática que difere de outros encontros com lideranças internacionais.
A viagem ocorre semanas após revelações do The Intercept sobre mensagens de Flávio a Daniel Vorcaro, dono do Master. Documentos apontaram que o banqueiro pagou R$ 61 milhões para financiar o filme biográfico “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.