
O empresário Elon Musk e Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, questionaram a reeleição do presidente Lula (PT) nas redes sociais nesta segunda (26). O dono do X compartilhou uma conta sobre a votação e escreveu: “A conta não fecha”.
O dono do X republicou uma postagem de um aliado de Trump que tratava como improvável a virada de Lula no segundo turno. Musk tem 241 milhões de seguidores na plataforma, o que aumentou a circulação da contestação ao resultado eleitoral.
A publicação compartilhada pelo bilionário apontava que os candidatos eliminados no primeiro turno haviam somado 9,33 milhões de votos. O autor usou esse número para sustentar que a mudança no resultado seria improvável.
O cálculo, porém, não considerou a entrada de quase 5 milhões de votos no segundo turno. A queda da abstenção levou cerca de 3 milhões de eleitores às urnas, enquanto a redução de votos brancos e nulos acrescentou 1,8 milhão de votos válidos à disputa.
Math doesn’t add up https://t.co/dJFpyGJBZr
— Elon Musk (@elonmusk) October 26, 2026
Bannon chamou eleição de “roubada” em publicações no GETTR
Bannon afirmou que as eleições brasileiras foram “roubadas” e publicou uma série de mensagens no GETTR contra o resultado. Em uma delas, divulgou reportagem do The New York Times sobre análises a respeito da possibilidade de anulação do segundo turno após a prorrogação da votação.
O ex-conselheiro de Trump também compartilhou o discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL) depois da derrota. Bannon se aproximou da família Bolsonaro antes da campanha de 2018 e passou a atuar como entusiasta do grupo, com intercâmbio de informações sobre estratégias para redes sociais.

Na semana anterior, Musk já havia comentado um gráfico da plataforma de apostas Polymarket que colocava Flávio Bolsonaro à frente de Lula, por 58% a 42%. Ao reagir ao levantamento, o empresário escreveu apenas: “Wow”.
Musk mantém embates públicos com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Sem apresentar provas, o empresário já acusou o magistrado de ter interferido nas eleições de 2022 para eleger Lula.
Apesar das divergências políticas, governos de direita sul-americanos reconheceram a vitória de Lula. O presidente boliviano Rodrigo Paz parabenizou o brasileiro e defendeu o fortalecimento da relação entre os dois países.
O presidente argentino Javier Milei não havia se manifestado mais de 12 horas após a proclamação do resultado. Trump também não comentou a reeleição de Lula; em ocasiões anteriores, disse que acompanhava a disputa “muito de perto”.