Rueda e Ciro Nogueira defendem Toffoli e reclamam de “narrativas” contra ele

Atualizado em 13 de fevereiro de 2026 às 17:23
Ciro Nogueira, presidente do PP, e Antônio Rueda, do União Brasil. Foto: Divulgação

Os presidentes do PP, senador Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, defenderam a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no caso Master. Em uma nota conjunta divulgada hoje, eles afirmaram que estão atentos às “narrativas” que buscam enfraquecer a imagem do magistrado diante da opinião pública.

“É essencial nos atentarmos às narrativas que querem colocar a população contra Dias Toffoli e tudo que ele fez e faz pelo país enquanto ministro no STF”, diz a nota. Rueda e Nogueira reiteraram sua confiança no ministro, alegando que “atentar contra o ministro é enfraquecer não só um servidor da nação ou um poder da República, mas sim atacar os pilares do nosso sistema democrático”.

A nota foi publicada nas redes sociais da União Progressista, federação que une os dois partidos, e destacou que “injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida”.

Nota publicada pelo União Brasil e pelo PP. Foto: Reprodução

As declarações ocorreram após Toffoli decidir deixar a relatoria do caso Master, o que aconteceu após revelações de conversas entre ele e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em reunião realizada ontem, todos os ministros do STF decidiram redistribuir os processos, e o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator do caso.

A mudança na relatoria foi motivada pela divulgação de que a Polícia Federal havia levado os dados do celular de Vorcaro ao presidente do STF, Edson Fachin. As conversas entre Vorcaro e Fabiano Zettel, cunhado do dono do banco, indicam que pagamentos ao ministro Toffoli foram feitos pelo fundo Arleen, ligado a Zettel.

Toffoli confirmou ser sócio da Maridt, uma das empresas donas do Tayayá Resort em Ribeirão Claro (PR), que em 2021 vendeu sua parte no resort ao fundo Arleen. A investigação sugere que o ministro teria recebido pelo menos R$ 20 milhões em pagamentos relacionados à venda. No entanto, Toffoli negou ter recebido qualquer valor diretamente de Zettel ou Vorcaro e afirmou não conhecer o gestor do fundo.

Em nota enviada à imprensa, Toffoli explicou que a venda do resort ocorreu em setembro de 2021 e que “jamais” teve qualquer relação de amizade com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ele ainda reafirmou que as alegações sobre sua atuação no caso são infundadas e que as investigações não têm base sólida para sustentar tais acusações.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.