
A Rússia emitiu um comunicado acusando os Estados Unidos de violar o direito marítimo internacional após a apreensão do petroleiro Marinera, anteriormente conhecido como Bella 1, que estava sob bandeira russa. O Ministério dos Transportes russo argumentou que o país violou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982.
“De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, a liberdade de navegação aplica-se em alto mar, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra embarcações devidamente registradas nas jurisdições de outros Estados”, diz o comunicado.
A apreensão foi confirmada pelo Exército dos EUA e Andrei Klishas, parlamentar do partido governista Rússia Unida, classificou o episódio como “ato de pirataria descarada”. O petroleiro foi interceptado pelas forças navais no Atlântico Norte, após semanas de perseguição.
A operação foi realizada sob a justificativa de que a embarcação estava violando as sanções impostas pelo governo americano contra o governo venezuelano. Segundo o Comando Europeu do Exército dos EUA, a apreensão foi feita com base em um mandado emitido por um tribunal federal americano, após a embarcação ter sido rastreada pelo navio USCGC Munro.
Além da apreensão do Marinera, os Estados Unidos estão agora se preparando para abordar um segundo navio-tanque no Mar do Caribe ligado à Venezuela.
🚨 BREAKING
United States forces are ACTIVELY boarding and SEIZING a Venezuelan oil tanker flying a Russian flag.
The US military got there FIRST. Russia was too slow.
The vessel is sitting between Iceland and the United Kingdom and tried to sneak around the blockade ordered… pic.twitter.com/8Lc7KoOspb
— ⁿᵉʷˢ Barron Trump 🇺🇸 (@BarronTNews_) January 7, 2026
Antes da interceptação, o petroleiro havia recebido escolta de submarinos russos, segundo a imprensa americana, o que gerou mais tensões sobre a operação. A presença de forças navais do país ao redor do Marinera foi vista como uma demonstração de apoio à embarcação e um sinal de resistência às ações dos EUA.
O sequestro da embarcação, que estava transportando petróleo venezuelano, tem o potencial de agravar ainda mais as relações entre Moscou e Washington. O governo americano tem feito ações do tipo para pressionar o governo venezuelano.
O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que o bloqueio de petroleiros venezuelanos “continua em vigor em todo o mundo”. O objetivo é isolar economicamente o país e seus aliados internacionais, como a Rússia e o Irã.