Sabendo que Cármen Lúcia ia mudar de posição, Kássio Nunes poderia ter evitado o papelão. Por Luis F. Miguel

Kássio Nunes Marques, contado para o STF

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Por Luis Felipe Miguel

Tentando entender o voto de Conká.

Foi intelectualmente débil, despreparado, indigno de uma corte superior. Até aí, era esperado.

Mas por que, sabendo que Cármen Lúcia ia mudar de posição, ele não evitou o papelão?

Podia ter votado a favor da justiça. Surfava em cima daquilo que Gilmar e Lewandowski tinham dito, posava de independente, começava a limpar a mácula que vai acompanhá-lo pelos próximos 26 anos – ter sido indicado por um sociopata inimigo da democracia e dos direitos.

Era o que ele teria feito por interesse próprio.

Minha interpretação é que ele não resistiu à pressão de Bolsonaro, que exigiu o voto contra o habeas corpus não porque fosse alterar o resultado, mas para não ser cobrado por sua base pela nomeação do “traidor”.

Se é isso, é mais grave ainda. Medíocre, incompetente – e frouxo. A receita perfeita para o pior juiz.