“Sabíamos que ia dar merda”: filho de bolsonarista preso por bomba diz que não queria ir a Brasília

Atualizado em 25 de dezembro de 2022 às 13:30
O terrorista bolsonarista George Washington De Oliveira Sousa
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O empresário George Sousa Filho, de 32 anos, filho do bolsonarista que confessou ter montado um artefato explosivo numa área de acesso Aeroporto Internacional de Brasília, informou que a família era a contra a mudança à capital federal para participar de atos antidemocráticos.

“Quando o meu pai avisou que iria participar dessas manifestações, imaginamos que daria errado. Eu sabia que ia dar merda”, disse o filho do homem preso por tentar acionar bomba do DF.

Neste sábado (24), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarmou uma bomba colocada próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília e prendeu o terrorista responsável por montar o dispositivo. O bolsonarista confessou o crime, mas a família não havia sido comunicada sobre a sua prisão.

O preso é o empresário George Washington De Oliveira Sousa, de 54 anos, que viajou com a família para Brasília (DF), logo após a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais. O terrorista estava acampado em frente ao quartel-general do Exército.

A esposa de George, Ana Claudia Leite de Queiroz, em uma entrevista para o UOL, informou que não sabia sobre a detenção do marido. “Estou chocada. Isso não pode ter acontecido porque ele era uma pessoa pacifista. O meu marido nunca faria algo assim”, disse.

Desde novembro desse ano, o criminoso, empresário do ramo de gás, que mora em Santarém, no Pará, alugou um apartamento no Sudoeste, bairro de classe média do Distrito Federal.

O terrorista confessou à 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) que estava planejando um atentado contra a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 1º de janeiro de 2023.

Além disso, a polícia encontrou com o criminoso, que é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), mais de mil munições, fuzil, pistolas, cinco artefatos explosivos e uniformes de soldados do Exército no imóvel alugado pelo empresário. Ele trouxe o material do Pará, em uma caminhonete.

“Ele tinha registro de colecionador e todas as armas estão no nome dele. No entanto, não há autorização para transitar com essas armas livremente. A situação se agrava porque ele foi do Pará para Brasília sem guia de autorização de transporte”, informou a PCDF.

Participe de nosso grupo no WhatsApp, clique neste link

Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link