
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a esposa, Fernanda, e as duas filhas adolescentes entraram nos Estados Unidos na manhã desta quarta (28) com autorização temporária por motivos humanitários. Registros da alfândega americana apontam que a família recebeu permissão para permanecer no país até 27 de outubro de 2027.
A autorização consta na categoria “DT”, modalidade de entrada temporária sob liberdade condicional, conhecida em inglês como parole. A regra permite o ingresso no país em situações consideradas humanitárias urgentes.
O período inicialmente autorizado para a família é de um ano. A documentação consultada não trata a permissão como visto permanente nem como concessão de residência nos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro usou o passaporte diplomático brasileiro ao entrar no território americano. Antes, na Argentina, de onde partiu na madrugada desta quarta, o senador teria apresentado seu documento italiano.

Família viajou com documentos brasileiros
Fernanda e as duas filhas viajaram com passaportes brasileiros. Apenas Flávio tinha obrigação judicial de entregar o próprio passaporte, enquanto a mulher e as adolescentes não estão submetidas à mesma restrição por não integrarem investigação.
A categoria de autorização concedida à família também foi usada pelos Estados Unidos para receber refugiados ucranianos após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Nesses casos, o governo americano admitiu a entrada temporária por razões humanitárias.
Flávio Bolsonaro deve pedir asilo político nos Estados Unidos. O procedimento, se apresentado, dependerá da análise das autoridades de imigração americanas e não se confunde com a autorização temporária já registrada na entrada do país.
O senador deixou a Argentina em voo que fez escala no Equador antes de seguir para os Estados Unidos. A permissão recebida por ele, Fernanda e as filhas estabelece como data inicial de encerramento da permanência autorizada o dia 27 de outubro de 2027.