Sakamoto: ‘Decisão de Toffoli de reter provas do Banco Master é bizarra’

Atualizado em 14 de janeiro de 2026 às 16:55
O ministro do STF Dias Toffoli. Foto: Divulgação

A decisão do ministro do STF Dias Toffoli de manter lacrado todo o material apreendido pela Polícia Federal no caso Banco Master é classificada como “bizarra” por Leonardo Sakamoto, colunista do UOL.

Ele ressalta que não é comum um ministro do Supremo Tribunal Federal reter provas antes da análise da polícia, alertando para possíveis atrasos e suspeitas quanto à transparência na investigação de esquemas financeiros.

“Na minha avaliação, é bizarrice mesmo”, afirmou o colunista em live do canal UOL News. “É bizarro que um ministro tenha autorizado uma operação da Polícia Federal e depois tenha pedido para que todo o conteúdo apreendido pela força policial, que é a instituição responsável por investigar, encaminhe tudo para ele lacrado, para ele decidir o que fazer. Tá de brincadeira, né? O que o Toffoli quer com isso?”

Faixada do Banco Master. Foto: Divulgação

“Esse tipo de comportamento começa a levantar suspeitas contra o ministro do Supremo Tribunal Federal. Por que que ele tá fazendo isso?”, continuou Sakamoto.

O colunista ressaltou que é a polícia quem analisa os dados e investiga.

“No final das contas”, disse, “é uma decisão bizarra, é a polícia que tem que analisar os dados. O Toffoli não é investigador, o Toffoli é magistrado, ele é ministro do Supremo. É muito bizarra essa decisão e a gente espera que todo material que foi lacrado volte para a polícia, para que ela possa investigar e dar andamento a tudo isso, e que nada desapareça. Se desaparecer alguma coisa, alguma informação, certamente o ministro Toffoli vai ser cobrado. O Brasil tem direito a saber o que está por trás de toda a safadeza ligada ao Banco Master.”