
Por Leonardo Sakamoto, no UOL
Para quem estava preso em uma caverna e não viu o que aconteceu em 2025, curto e grosso, os três fatos que mais marcaram o ano:
1) O julgamento e condenação à prisão de líderes da tentativa de golpe de Estado, capitaneada por Jair Bolsonaro. Presenciamos generais estrelados mandados à cadeia por golpe pela primeira vez. E líderes civis da extrema direita fugindo pelas fronteiras para evitar a punição.
2) A tentativa de forçar uma anistia tanto aos líderes do golpismo quanto aos parlamentares envolvidos em falcatruas. Entra nesse capítulo, a conspiração entre o clã Bolsonaro e o governo dos Estados Unidos, movendo sanções contra o Brasil para livrar Jair do xilindró, e a PEC da Blindagem, que tentou proteger o Congresso do julgamento das emendas que vem aí.
3) As operações da Polícia Federal contra banqueiros e empresários, da Carbono Oculto, que juntou PCC e Faria Lima, passando pelos R$ 26 bilhões sonegados no caso Refit até o explosivo Banco Master, que constrange Congresso, STF e mercado. Elas mostraram que o crime mais organizado do país não está nas favelas.

Mais curto e mais grosso ainda: os três principais personagens do ano
1) Jair Bolsonaro. Agora preso, seguiu sendo o organizador do caos político nacional. Sua força em 2025 não veio de projeto de país, e sim da capacidade de manter parte do sistema refém de seus interesses. Seu filho Flávio ungido candidato é exemplo disso.
2) Eduardo Bolsonaro. Em sua estratégia para tentar salvar o pai da cadeia, ajudou a levantar um tarifaço contra o Brasil e acabou se tornando o maior cabo eleitoral de Lula, que está mais confortável para tentar a reeleição.
3) Alexandre de Moraes. O ministro do STF conduziu o julgamento do golpe sob imensa pressão, sendo fundamental para a democracia. Mas terminou o ano criticado devido ao contrato do escritório de advocacia da esposa com o podre Banco Master.