
Um grupo de deputadas do PSOL e da Rede acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A representação é assinada pelas deputadas federais Heloísa Helena (Rede-RJ), Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Sâmia Bomfim (PSOL-SP).
No documento, elas citam reportagens que apontam a relação de Toffoli com investigados do inquérito e defendem a necessidade de preservar a imparcialidade na condução do processo.
“A nossa representação é cumprimento de nossa obrigação parlamentar, mas ela, em nada, substitui a única ferramenta capaz de desvendar os esgotos do Banco Master que é a CPMI, para que o povo brasileiro possa, didaticamente, acompanhar e não permitir que tanta promiscuidade volte a acontecer no país”, afirmou Heloísa Helena.

Esse é o primeiro pedido formal apresentado por parlamentares da esquerda para afastar Toffoli da relatoria do caso. Na segunda-feira (26), o Partido Novo, de oposição ao governo, já havia protocolado solicitação semelhante junto à PGR. O movimento ocorreu dias depois de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivar uma representação anterior feita por deputados do Novo e do PL.
O pedido arquivado questionava uma viagem de Toffoli a Lima, no Peru, em novembro, quando o ministro teria utilizado a mesma aeronave particular de um advogado que atua na defesa de um dos investigados do Banco Master. Para os parlamentares, o episódio levantaria dúvidas sobre a isenção do magistrado.
No despacho, Gonet afirmou que “o caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”.