São Paulo e Rio têm de parar, e já. Por Fernando Brito

Publicado no Tijolaço

Depois do fracasso do “mega rodizio”, uma tolice, aliás – o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, dá sinais de que a situação na maior cidade da América do Sul chegou ao desespero, ao anunciar um “feriadão” de seis dias para os paulistanos.

E, de fato, tem razões para isso:as projeções feitas pela Universidade de Washington – antes que achem as nossas, aqui, “comunistas” – é de que 36.800 pessoas morram no estado até agosto.

Pode ser efetivo, mas dependerá de que haja medidas restritivas a aglomerações em áreas de lazer e de comércio popular.

Porque não é só inibir o trânsito de veículos e de cidadãos, mas retirar-lhes as razões para que saiam de casa, porque a confusão provocada por Jair Bolsonaro e outros de que as pessoas têm mesmo de ir para a rua.

Não é diferente no Rio, onde as previsões da universidade norte-americana são proporcionalmente até mais altas que as para São Paulo (21 mil mortes).

A foto que ilustra o post, de Gabriel Monteiro ( Agência O Globo), com uma multidão de pessoas no domingo de sol, no Aterro do Flamengo é injustificável.

Hoje, na Zona Oeste, nas agências da Caixa há, de novo, imensas aglomerações de pessoas, transformadas que foram em centros de contágio pela incapacidade do Governo Federal.

Os dados de isolamento social se reduzem todos os dias e cada “buraco” que se abre é o início de outro e de outro…

Não adianta mais fazer apelos e pedidos para que as pessoas não circulem. É preciso agir, e já, para impedir que a curva de contágio continue se elevando, e amanhã, todos verão, vamos tocar as mil mortes diárias.

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