
O presidente Lula relatou que conversou com o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após o nome dele ter sido citado durante a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, que investiga fraudes e descontos indevidos em aposentadorias e pensões.
Segundo Lula, a conversa ocorreu no Palácio do Planalto, onde deixou claro que não faria qualquer tipo de proteção caso houvesse irregularidade. “Quando saiu o nome do meu filho, chamei ele e disse: ‘Só você sabe a verdade, se você tiver alguma coisa, vai pagar o preço, mas se não tiver, se defenda”, relatou o presidente.
Em entrevista ao UOL, Lula fez um paralelo com a própria trajetória judicial. Ele afirmou que, quando foi preso, optou por permanecer no Brasil para enfrentar as acusações. Disse que adotou a mesma lógica ao orientar o filho diante da repercussão do caso.

O nome de Lulinha foi mencionado na CPMI após reportagens apontarem que ele teria recebido recursos de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como figura central no esquema investigado. A oposição passou a pressionar pela convocação do filho do presidente para prestar esclarecimentos.
Em dezembro, porém, a comissão rejeitou a convocação de Lulinha por 19 votos a 12. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana, chegou a afirmar que ele teria atuado como uma espécie de lobista em favor de Antunes.
Apesar das citações e das declarações políticas, Fábio Luís Lula da Silva não é investigado formalmente no esquema de descontos fraudulentos envolvendo aposentados e pensionistas do INSS.