Se você gosta de suspense, veja The Fall

A série, que estreia no Netflix, segue os passos dos suspenses escandinavos.

Gillian Anderson de Arquixo X volta à tevê
Gillian Anderson de Arquixo X volta à tevê

E eis que mais uma detetive aparece no comando de uma série policial.

Gillian Anderson, de Arquivo X, ressurge brilhantemente no papel de Gibson, Superintendente de Polícia de Belfast, em The Fall, uma das novas atrações do Netflix.

Sou viciada em suspenses nórdicos desde que vi The Killing, com a detetive Sarah Lund, e The Fall é tão bom que parece escandinavo.

Aqui na Inglaterra foram passados na BBC os primeiros três dos cinco episódios da temporada inaugural.

O sucesso de crítica e público foi tamanho que a BBC já encomendou uma segunda temporada, saudada entusiasmadamente entre os ingleses.

A história gira em torno do duelo entre a detetive Gibson e um assassino serial que mata mulheres profissionais na casa dos 30 anos.

Como Saran Lund, Gibson não tem vida fora do trabalho. Mas isso não a impede de se divertir sexualmente com homens que a interessem no curso da investigação.

A série se passa em três ângulos. Um é o da polícia. O segundo é o das vítimas. E o terceiro, e para mim mais fraco, é o do assassino. Ele não é fisicamente assustador, na verdade o cara é um gato, e penso que a série seria melhor se ele não fosse.

É um thriller psicológico bem elaborado. Desde os primeiros minutos você sabe quem é o assassino, e portanto não reside em sua descoberta o suspense, como nas histórias clássicas de crime. O que mantém a trama viva e instigante é saber se ele será, afinal, capturado.

A Belfast de The Fall foi muito bem escolhida. Lembra a Copenhague de Killing, pequena, sempre escura, chuvosa, fria – e pronta a nos brindar com crimes capazes de nos trazer entretenimento de alto nível.

The-Fall
O assassino

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Erika K. Nakamura, 36 anos, advogada de formação, abraçou a fotografia e o jornalismo por paixão. Com seu iPhone 5 capta imagens originais e surpreendentes dos lugares pelos quais passa. É uma leitora sedenta de livros sobre a história da Inglaterra -- e também dona do coração do jornalista Paulo Nogueira.