Sem apoio formal de União e PP, Flávio Bolsonaro fica ainda mais isolado

Atualizado em 4 de agosto de 2026 às 20:41
Associação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro prejudicou fortemente a campanha do filho de Jair Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A União Progressista, federação formada por União Brasil e PP, oficializou que não apoiará nenhuma candidatura à Presidência no primeiro turno. A posição amplia o isolamento de Flávio Bolsonaro, que tentou atrair as duas legendas para sua coligação.

Em publicação conjunta, a federação afirmou que a neutralidade busca preservar a “diversidade interna, estabilidade e unidade partidária”. O texto também garante liberdade para que cada diretório estadual construa a estratégia considerada mais adequada à realidade local.

O comunicado foi assinado por Antonio Rueda, presidente do União Brasil; Ciro Nogueira, presidente do PP; ACM Neto, vice-presidente nacional do União; e Eduardo da Fonte, vice-presidente nacional do PP.

Foto: Reprodução/Instagram

A campanha de Flávio tentou levar a senadora Tereza Cristina para a vice. A ex-ministra chegou a admitir a composição, mas a aliança foi barrada pela cúpula da federação, que decidiu concentrar esforços nas eleições estaduais e nas disputas pela Câmara e pelo Senado.

A liberdade dada aos diretórios permite que integrantes de União e PP apoiem Flávio em alguns estados e Lula em outros. Esses acordos, porém, não equivalem a uma coligação nacional nem transferem à candidatura do PL o tempo de propaganda da federação.

A decisão ocorre no mesmo dia em que o Republicanos também formalizou neutralidade. Com as três legendas que sustentaram Jair Bolsonaro no Congresso fora de sua aliança nacional, Flávio segue sem vice definido e com menos estrutura partidária do que pretendia reunir.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!