Sem educação, estamos todos condenados a sermos servos. Por Ed Renê kivitz

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Prestes a ganhar sua liberdade, os israelitas ouviram que deveriam se transformar em uma nação de educadores. A liberdade, Moisés estava dizendo, é conquistada não no campo de batalha ou na arena política, mas na vontade e imaginação humanas.

Para defender uma terra vocês precisam de um exército. Mas, para defender a liberdade, precisam de educação.

Vocês precisam de famílias e escolas para assegurar a transmissão de seus ideais à próxima geração – para não deixar que se percam, que não mais sejam fontes de esperança, que não se tornem obscuros.

As cidadelas da liberdade são as casas de estudo. Seus heróis são professores; suas paixões, a educação e o intelecto.

Moisés compreendera que um povo não adquire a imortalidade construindo templos ou mausoléus, mas sim plantando seus valores nos corações de seus filhos, que por sua vez os passarão a seus próprios filhos e assim por diante, até o fim dos tempos”.

Essa compreensão do Rabino Jonathan Sacks a respeito da Páscoa judaica ecoa na tradição cristã da celebração da memória da morte de Jesus Cristo como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” ( João 1.29).

Com o pão e o vinho, que representam o corpo e o sangue de Jesus Cristo, celebramos nossa libertação – do pecado, da morte, do inferno, do império das trevas, e também educamos para a liberdade.

Quem experimenta a libertação deve ser educado para a liberdade, tanto para não mais se deixar escravizar, quanto para não reproduzir sistemas de escravidão.

Sem educação estamos todos condenados à servidão. Sem utopia nos perdemos na rotina fria da mera sobrevivência.

Sem valores transcendentes ficamos reduzidos a peças na engrenagem violenta, cruel e excludente do pragmatismo darwinista onde quem pode mais chora menos. Educar para a liberdade é imperativo!

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A referência bíblica para o texto está nos versículos 21 a 21 do capítulo 12 e Êxodo.

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Ed Renê Kivitz é pastor da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo.

 

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