“Sem Israel, os BRICS vão controlar 90% do petróleo do mundo”, diz Robert Kennedy Jr.

Atualizado em 8 de novembro de 2023 às 22:40
Robert F. Kennedy Jr. de roupa escura, falando e gesticulando
Robert F. Kennedy Jr. em entrevista ao The Rubin Report – Reprodução

Em uma entrevista recente, o candidato independente à presidência dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., enfatizou a relevância estratégica de Israel para os interesses geopolíticos americanos. Ele ressaltou o papel de Israel como um sólido aliado dos EUA no Oriente Médio, considerando qualquer chamado para o fim do Estado sionista como uma potencial ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

Kennedy Jr. também apontou a possibilidade de a Arábia Saudita se unir ao grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e como essa mudança poderia afetar o equilíbrio de poder no controle dos recursos petrolíferos globais.

“Israel funciona como fortaleza dos EUA no Oriente Médio. Um porta-aviões no Oriente Médio, um aliado “incrível” em termos de tecnologia”, disse Kennedy. “O dinheiro vai para os Estados Unidos, mas agora o Irã é aliado da Rússia e da China. O Irã controla o petróleo da Venezuela, onde o Hezbollah está presente, apoiando o regime de Maduro. Com a Arábia Saudita entrando no BRICS, que vão controlar 90% do petróleo mundial se Israel desaparecer.”

Israel é nosso embaixador lá, nos dando inteligência e capacidade para influenciar os eventos. Isso seria uma catástrofe para a segurança nacional dos EUA”, afirmou Kennedy Jr. em uma entrevista concedida ao canal The Rubin Report no último domingo (5).

Robert F. Kennedy Jr. tem uma linhagem política distinta, sendo filho do ex-procurador-geral dos EUA, Robert F. Kennedy, e sobrinho do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy. Em 7 de outubro, durante um ataque do Hamas contra Israel, ele expressou seu apoio ao Estado sionista.

Em seu site, ele declarou: “Este ataque ignominioso, não provocado e bárbaro a Israel deve ser recebido com condenação mundial e apoio inequívoco ao direito do Estado judeu à autodefesa”, qualificando a ofensiva dos militantes palestinos como “terrorismo”.

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