Sempre em bando, Mamãefalei provoca e humilha membros do PSOL que faziam panfletagem. Por Donato

 

No último sábado (dia 22), um pequeno grupo de psolistas fazia campanha e planfetagem numa calçada em Santo André (SP).

O vereador e candidato a deputado estadual Toninho Vespoli também estava presente quando, repentinamente, surge Arthur do Val – o vomitivo Mamãefalei – acompanhado de um grupo grande de servis voluntários trajando camisetas do MBL.

Como de costume, Mamãefalei agiu da maneira como deve considerar que seja ‘fazer política’. Fez suas micagens, despejou santinhos do MBL na banca do PSOL, fez dancinha e provocações.

Sua claque de desmiolados ignorantes gritava “Fora PT” e entoava “Lula tchau” no ritmo do hino da resistência partigiana (vou repetir, sei que para quem possui raciocínio binário não é muito fácil, mas a banquinha era do PSOL) e igualmente provocava.

Os psolistas não reagiram, mantiveram a calma não e caíram nas provocações e desafios do gênero “bate em mim pra você ver” desferido por um aprendiz de Mamãefalei. Deve ser o Mamãefaloueufalotambém.

Todos ali devem ser discípulos de Arthur do Val, um cidadão de bem que provoca, desrespeita e, quando a coisa aperta, corre para trás de policiais. Se não há polícia por perto, ele desfila em grupo.

Seus correligionários, pelo visto, também estão instruídos a repetir a prática de Arthur do Val que consiste em provocar até levar um pescotapa de brinde e depois posar de vítima. Foi o que Mamãefalei fez com Ciro Gomes.

O MBL hoje se esforça para manter distância do ‘coiso’, mas são a mesma ‘coisa’. 

Esse bando de fedelhos também menospreza direitos humanos, também acredita em teorias lunáticas, endossou a palhaçada armada pelo PSDB ao questionar a legitimidade do resultado da eleição de Dilma Rousseff que terminou como todos sabemos, assim como dissemina descrédito nas urnas eletrônicas (se não confiam, há que se perguntar como irão votar).

O MBL é uma rêmora do inominável, uma sementinha que destila ódio e ecoa o discurso preconceituoso, xenófobo, racista e homofóbico.

Um grupo que faz jus à ‘servidão voluntária’ (definição do filósofo francês, Étienne de la Boétie, que desmistificou a culpa exclusiva do tirano e classificou os ‘servidores’ como tiranetes que igualmente anseiam por submeter e dominar o outro com base na mesma violência).

Um comportamento detectado em uma análise feita no século XVI não pode ser considerado novidade, certo? 

Curioso – e lamentável – é que aos 18 anos do século XXI ainda testemunhemos uma gente que não deseja liberdade (nem a própria, pasmem) e replica o autoritarismo.

Falta de aviso, nunca é. Em abril de 2011, um grupo de neonazis convocava um ato em apoio ao ‘coiso’, que era então um mero deputado, mas que já começava a ganhar ares de ‘mito’ ao mostrar-se desbocado e ditador. 

Naquela época, o capitão reformado tinha bombado no CQC ao ofender Preta Gil (e todos os negros por tabela) ao declarar “ô, Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”.

Os neonazis do Stormfront viram ali um deus e escreveram na convocatória: “Vamos dar o nosso apoio ao único deputado que bate de frente com esses libertinos e comunistas!” Alguma semelhança com o que a turma do MBL e faz?

Os vídeos recentes que estiveram circulando neste final de semana mostraram, além do enfadonho Mamãefalei, um cidadão quase agredindo uma senhora que trajava uma camiseta de Che Guevara (aos berros, ele diz algo como: “Não vê que o país está falido por culpa dele?” Pobre Che.) e uma carreata da campanha de Bolsonaro em Recife, que chamou mulheres esquerdistas de ‘cadelas’ (com mulheres ali apoiando).

Os vídeos não são uma ficção distópica. É o presente, é real, e foi avisado lá no século XVI.

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