
A senadora paraguaia Celeste Amarilla voltou a atacar Kylian Mbappé nesta quarta-feira (8) e disse, em sessão no Senado do Paraguai, que o atacante “não é francês”. A nova declaração ocorre após a parlamentar ser acusada de racismo por ofensas dirigidas ao camisa 10 da França depois da eliminação do Paraguai na Copa do Mundo de 2026.
“Esse filho de um put# nega um aperto de mão de Orlando Gill e ainda grita na sua cara. Isso não é francês… Ele não é francês, nunca”, afirmou Celeste Amarilla, segundo o Metrópoles. Mbappé nasceu em Paris, é capitão da seleção francesa e filho de pai camaronês e mãe argelina.
A nova fala amplia a crise provocada pelas publicações anteriores da senadora, que atacou a aparência e a origem do jogador após a vitória da França sobre o Paraguai nas oitavas de final. Em uma das mensagens, Amarilla chamou Mbappé de “camaronês colonizado”, disse que ele fingia ser francês e associou o atleta a chimpanzés.
Mbappé respondeu nas redes sociais e chamou a parlamentar de “mulher desprezível” e “indigna” do cargo. “Você não representa o Paraguai, esse país que transpirou paixão e honra ao longo de toda a competição”, escreveu o atacante.
Celeste Amarilla, Senadora do Paraguai, volta atacar Kylian Mbappé:
“Esse filho de um put# nega um aperto de mão de Orlando Gill e ainda grita na sua cara. Isso não é francês… Ele não é francês, nunca.”
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pic.twitter.com/JCJChqlr2m— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) July 8, 2026
O caso provocou reação internacional. O Real Madrid, clube de Mbappé, repudiou as falas da senadora, assim como a Federação Francesa de Futebol, o presidente da França, Emmanuel Macron, o governo do Paraguai e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Mesmo diante da repercussão, Celeste Amarilla não recuou. A parlamentar chegou a cobrar uma retratação de Mbappé e ameaçou processar o jogador por “violência de gênero” depois de ser chamada de “desprezível”.
A França volta a campo nesta quinta-feira (9), contra Marrocos, pelas quartas de final da Copa do Mundo. O novo ataque da senadora mantém o caso no centro da preparação francesa para a partida.