Sequestrado pelos EUA, Maduro envia mensagem às vítimas dos terremotos na Venezuela

Atualizado em 25 de junho de 2026 às 11:12
Nicolás Maduro é levado para audiência em Nova York. Foto: XNY/Star Max/GC Images/Getty Images

Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, divulgou nesta quinta-feira (25) uma mensagem direcionada às pessoas atingidas pelos dois terremotos que provocaram destruição e mortes no país. Sequestrado pelos Estados Unidos desde janeiro, ele pediu “união nacional” em publicação feita em suas redes sociais e afirmou que a Venezuela tem “enfrentado grandes provações”.

“Nesta hora difícil, clamamos por união nacional, serenidade e amor concreto: para ajudar, proteger, compartilhar, apoiar e reconstruir. A Venezuela tem enfrentado grandes provações, e sairemos desta mais fortes, com fé, disciplina e solidariedade. Nossos corações e nossas orações estão com vocês. Que Deus abençõe e proteja a Venezuela”, diz trecho da mensagem publicada no perfil de Maduro.

O texto foi divulgado em nome de Maduro e de Cilia Flores, sua esposa, também detida nos Estados Unidos. A publicação traz a indicação de Nova York, onde os dois estão presos, e a data de quarta-feira (24), dia em que ocorreram os terremotos. Ao fim da mensagem, aparece a expressão “Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela”, título que Maduro segue usando em suas manifestações públicas.

A publicação menciona a palavra união duas vezes e expressa solidariedade “por aqueles que sofrem e por todo o povo” venezuelano. “Hoje, só há uma palavra: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho, que cada comunidade cuide de suas crianças, de seus avós, de seus doentes, e que todos apoiemos o trabalho das equipes de resgate, da Polícia Nacional, das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, da Defesa Civil, dos médicos, bombeiros, trabalhadores e voluntários.”

Maduro e Cilia foram capturados por forças estadunidenses em Caracas, em 3 de janeiro. Desde então, estão no Centro Metropolitano de Detenção, conhecido pela sigla MDC, no Brooklyn, em Nova York. A prisão já recebeu réus como os músicos Sean “Diddy” Combs e R. Kelly, além de Ghislaine Maxwell, parceira de Jeffrey Epstein.

Maduro governou a Venezuela de março de 2013 até sua saída do poder, quando Delcy Rodríguez, sua vice, assumiu a Presidência de forma interina e passou a alterar as relações com os Estados Unidos. Ele e Cilia Flores são acusados de crimes como narcoterrorismo e posse ilegal de armas.

Mesmo após o sequestro, Maduro continua divulgando mensagens em suas redes sociais, mas não há confirmação de que os textos sejam escritos por ele nem informação sobre quem administra os perfis.

Francine Eustaquio
21 anos. Trabalha no DCM desde 2025. Interessada em política, cultura e temas sociais, dedica-se à produção de conteúdo informativo e otimizado para o público digital. Aprecia leitura, cinema e música, além de explorar novos destinos e experiências gastronômicas nas horas vagas.