Sete anos após Brumadinho, dique da Vale se rompe em MG

Atualizado em 25 de janeiro de 2026 às 16:51
Dique da Vale se rompeu em Congonhas, na Região Central de Minas, durante a madrugada deste domingo (25).

Um dique da Vale se rompeu na madrugada deste domingo (25) entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. O rompimento ocorreu no mesmo dia em que se completaram sete anos da tragédia da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

A estrutura afetada pertence à Vale e o fluxo de água com sedimentos atingiu áreas próximas à unidade da CSN Mineração. Não há registro de feridos e, segundo as informações iniciais, pessoas e comunidades da região não foram impactadas.

Imagens obtidas pela Rádio Itatiaia mostram o momento do rompimento do dique. Nos vídeos, é possível ver uma correnteza de lama avançando por uma área próxima, enquanto pessoas registram a cena de dentro de um veículo. A estrutura rompida fica nas proximidades de uma represa pertencente à CSN Mineração.

De acordo com a prefeitura, o secretário municipal de Meio Ambiente foi até o local para acompanhar a ocorrência e avaliar os impactos ambientais. As autoridades competentes foram acionadas ainda durante a madrugada para monitorar a situação e adotar as providências necessárias.

Em nota, a Vale informou que houve extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica. A empresa afirmou que o episódio não tem relação com barragens da região e garantiu que todas as estruturas permanecem estáveis e sob monitoramento contínuo.

A CSN Mineração também se manifestou e confirmou o alagamento de áreas operacionais de sua unidade Pires, incluindo almoxarifado, oficinas e acessos internos. A empresa ressaltou que suas estruturas de contenção de sedimentos estão operando normalmente e que acompanha a situação desde o início.

O rompimento ocorreu no mesmo dia em que o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerrou as buscas pelas vítimas da tragédia de Brumadinho. Após mais de sete anos de operação, foi concluída a vistoria de todo o rejeito relacionado ao desastre ocorrido em janeiro de 2019.

Segundo os bombeiros, cerca de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram analisados ao longo das buscas. A última vítima foi identificada em fevereiro de 2025 e, apesar do encerramento dessa etapa, a Polícia Civil segue atuando na identificação de segmentos encontrados.

Lindiane Seno
Lindiane é advogada, redatora e produtora de lives no DCM TV.