Sigilo fiscal de mulher de Moraes e filho de ministro foram quebrados ilegalmente

Atualizado em 16 de fevereiro de 2026 às 21:57
Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes. Foto: Evaristo Sá/AFP

A Receita Federal apura possíveis acessos irregulares a dados fiscais de familiares de integrantes do Supremo Tribunal Federal. O caso envolve informações relativas à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Com informações de Andreza Matais, do Metrópoles.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o sigilo fiscal de Viviane Barci de Moraes teria sido quebrado sem autorização. A suspeita recai sobre um servidor do Serpro cedido ao órgão.

A apuração também alcança o filho de um ministro da Corte, cuja declaração de Imposto de Renda teria sido consultada indevidamente. Não foram divulgados detalhes sobre a identidade do familiar.

O ministro Alexandre de Moraes determinou o rastreamento de consultas envolvendo os atuais integrantes do STF e seus parentes. O relatório deve ser apresentado após o Carnaval.

Foto da fachada da Serpro, Serviço Federal de Processamento de Dados. Nome em azul com fundo branco;
Fachada do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro)  funcionário da instituição é suspeito de ter procedido a quebra do sigilo dos parentes dos ministros. Foto: Reprodução

De acordo com os dados levantados, as ocorrências identificadas serão analisadas em duas frentes: administrativa e criminal. A Receita Federal e a Polícia Federal acompanham o caso.

A investigação busca esclarecer se houve acesso sem autorização e eventual uso ou compartilhamento das informações fiscais. As circunstâncias ainda estão em apuração.

A Folha de S.Paulo informou que o procedimento foi solicitado no âmbito do inquérito que investiga ataques digitais contra ministros. O jornal não detalhou as quebras apontadas.

O ministro também busca identificar a origem de vazamentos de informações que o mencionam em reportagens recentes. As referências citadas envolvem o Banco Master.

Até o momento, Serpro e Receita Federal não divulgaram posicionamento conclusivo sobre as apurações. Os desdobramentos dependem da análise dos relatórios e diligências em curso.