Silas Malafaia ameaça romper com Bolsonaro

Malafaia e Bolsonaro lado a lado
Malafaia ameaça abandonar Bolsonaro – Foto: Reprodução

Bolsonaro vai viver um novo drama e agora envolvem Silas Malafaia e Marco Feliciano. As duas maiores autoridades entre os evangélicos ameaçam romper com o presidente nos próximos dias. O motivo é um só: a possibilidade de legalizar ‘jogos de azar’ no Brasil.

O DCM conversou com três líderes evangélicos que comungam com os dois pastores políticos e confirmou a informação. Tanto Malafaia quanto Feliciano já se mostraram contra o estudo com este intuito. Eles consideram que ‘um país cristão’ não pode investir em bingos, cassinos e jogo do bicho.

Atores políticos que convivem nos corredores de Brasília confirmam que Bolsonaro sempre quis legalizar os jogos. A ideia em legalizar os cassinos, inclusive, quase fez parte da campanha eleitoral. Ela foi abortada justamente para evitar perder o apoio de evangélicos.

Atualmente, os evangélicos são a grande base de sustentação do bolsonarismo e seria uma perda grande. Se Bolsonaro já anda mal das pernas para as eleições em 2022, sem este grupo, a situação ficaria insustentável.

Leia mais:

1 – Biel fala que foi expulso do Terraço Itália por roupa: “nunca fui tão humilhado”

2 – Condenado por ofender gays, Bolsonaro recorre… ao STF

3 – André Mendonça, indicado por Bolsonaro ao STF, reafirma “submissão” a bispos da Assembleia de Deus

Silas Malafaia mandou o recado

Uma pessoa que convive com Malafaia disse que o pastor mandou um recado. “Não vai admitir a aprovação de lei que legalize os jogos”. O governo sentiu o baque e colocou Arthur Lira no jogo. O presidente da Câmara é que vem ganhando protagonismo no tema, como se fosse um projeto dele e do legislativo.

Mas nos bastidores todos sabem que Bolsonaro quer esta legalização. E Malafaia e Feliciano também sabem e são contra. Os dois mandaram o recado: se aprovar, os evangélicos irão romper com o presidente. Agora, Bolsonaro tem outro abacaxi para descascar porque prometeu para o Centrão essa aprovação.