
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), anunciou nesta terça-feira que deixará o comando da pasta em abril para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Pré-candidato por Pernambuco, ele afirmou que a decisão seguirá o calendário legal de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já foi oficialmente comunicado.
Segundo Costa Filho, a saída do ministério tem como objetivo permitir dedicação integral à construção da candidatura ao Senado. O ministro afirmou que a decisão está consolidada e que conta com apoio político do presidente Lula. Ele destacou a relação mantida ao longo do período em que integrou o governo federal e o diálogo estabelecido durante sua gestão.
“Essa é uma decisão que já está tomada. Em abril, vamos deixar o Ministério para nos dedicarmos à campanha para o Senado Federal. Já comuniquei ao presidente sobre nossa posição. Ele conhece nossa trajetória e o trabalho que realizamos à frente da pasta”, declarou o ministro, em entrevista ao jornal O Globo.

De acordo com Costa Filho, levantamentos internos de intenção de voto indicam crescimento do seu nome e desempenho considerado competitivo no cenário eleitoral de Pernambuco. O ministro afirmou que os dados refletem a atuação política e administrativa desenvolvida nos últimos anos, tanto no governo federal quanto em sua trajetória parlamentar.
O ministro também afirmou que, até a saída oficial do cargo, seguirá cumprindo agendas institucionais e entregas à frente do Ministério de Portos e Aeroportos. A pasta é responsável por políticas públicas e investimentos nas áreas portuária, aeroportuária e de aviação civil em todo o país.
Com trajetória política que inclui mandatos como vereador no Recife, deputado estadual e deputado federal, além de passagens pelo Executivo estadual, Costa Filho afirmou estar preparado para disputar uma vaga no Senado e representar Pernambuco no Congresso Nacional. Após deixar o ministério, a expectativa é intensificar compromissos políticos, articulações partidárias e construção de alianças visando as eleições de 2026.