Nome de Simone Tebet aparece entre cotadas à indicação de Lula ao STF

Atualizado em 31 de outubro de 2026 às 9:53
Simone Tebet acompanha Geraldo Alckmin em votação
Simone Tebet acompanha Geraldo Alckmin durante votação nas eleições presidenciais. Foto: Reprodução

A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB-SP) entrou na lista de mulheres cotadas para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Apoiadores da indicação já apresentaram seu nome ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que terá novas escolhas para a corte até o fim do mandato.

Lula poderá indicar três ministros nesse período. Uma vaga surgiu com a saída de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, e outras duas devem abrir com as aposentadorias de Luiz Fux, em abril de 2028, e de Cármen Lúcia, no ano seguinte.

Segundo a Folha, aliados do presidente afirmam que Lula decidiu indicar ao menos uma mulher para uma dessas cadeiras, mas ainda não definiu qual vaga será destinada a uma candidata. Daniela Teixeira, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também aparece entre os nomes lembrados.

Mestre em direito pela PUC de São Paulo, Tebet presidiu a Comissão de Constituição e Justiça do Senado e lecionou em universidades. Ela disputou a Presidência da República em 2022 e apoiou Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL).

Simone Tebet e Lula. Foto: reprodução

Indicações ao STF dependem de aprovação do Senado

Tebet integrou o governo Lula como ministra do Planejamento. Nas eleições deste ano, concorreu ao Senado por São Paulo, mas não conquistou uma cadeira.

Para ocupar uma vaga no STF, o indicado pelo presidente precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e receber aprovação do plenário do Senado. A Casa tem a palavra final sobre a nomeação após a escolha do Executivo.

Neste ano, Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta por Barroso, mas o Senado rejeitou o nome. O presidente já sinalizou que pretende reapresentar Messias para análise dos senadores.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Rodrigo Pacheco também é cotado para uma futura indicação ao Supremo. O nome dele tem a defesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e apoio de ministros da própria corte.

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