Snapchat passa Twitter em usuários diários e outras notícias midiáticas. Por José Eduardo Mendonça

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Snapchat passa Twitter em usuários diários. O que isso tem a ver com as notícias?

Eram 110 milhões em dezembro, são 150 milhões hoje, crescimento vertiginoso turbinado pelo público jovem. O Snapshat tem apenas quatro anos, e o Twitter 10, e no momento com menos de 140 milhões de usuários. 

Já foi a maior rede social depois do Facebook, mas ultrapassado por Instagram, Messenger e Whatsapp, de acordo com dados da Bloomberg.

O Snapchat transformou mensagens em uma espécie de brincadeira. No começo de maio o presidente do Twitter, Jack Dorsey, disse que seu app pode ser às vezes confuso, algo que se está tentando consertar.

Ainda assim, 9% dos americanos usam o Twitter para ler notícias, segundo pesquisa do Pew Research Center. Apenas 2% usam o Snapchat para o mesmo propósito. O Facebook reina soberano, com 44%.

Com o afluxo de jovens, empresas de comunicação estão tentando mostrar notícias na plataforma tanto como histórias ao vivo quanto em sua sessão Discover, onde por exemplo The Wall Street Journal e CNN publicam material exclusivo para o Snapchat.

Consumidores brasileiros não parecem muito interessados em mídia social

De acordo com uma pesquisa do começo de maio da PayPal Brasil e da Big Data Corp., a maioria dos sites de ecommerce no Brasil usa mídia social para vendas e marketing. A plataforma mais popular é o Facebook. A presença, no entanto, não está à altura dos resultados.

Mesmo com a alta taxa de uso, de 60% das empresas, há muito pouco tráfego oriundo da mídia social. Os compradores digitais, no entanto, não se importam com a presença dos anúncios. Sua atividade, porém, é mais baixa que no Chile, ou no México.

Uma pesquisa feita há cerca de um ano pela Pitney Bowes revelou que apenas 21% dos consumidores digitais no país utilizam mídia social para pesquisar produtos. A eMarketer prevê que eles crescerão 10.1% este ano, mas comenta que eles não estão interessados na interseção de comércio e mídia social.

Vanity Fair lança site vertical

Nos passos da New York Magazine e BuzzFeed, a Vanity Fair lançou no início de junho o Hive, site vertical voltado a negócios, política e tecnologia. O site vai publicar  mais de 10 matérias por dia, e vai se desdobrar em uma  newsletter e um podcast.

De acordo com a própria publicação, “acreditamos que contar a história de como Silicon Valley, Wall Street e Washington estão formando nossas vidas exige foco incansável nas pessoas que tocam esses centros de poder… Estas páginas serão também um campo de teste para inovações futuras, que nos ajudarão a cobrir da melhor forma os fatos que impactar você”.

Websites tradicionais de revistas, comenta o Digiday, lembram tipicamente a versão impressa, e a home page serve de entrada para várias seções. “Mas a Vanity Fair, que alcançou 8.5 milhões de visitantes únicos em abril, reconhece que as pessoas estão cada vez mais encontrando artigos na web distribuída versus homepages, e que um site vertical com uma identidade forte tem chance melhor de captar a atenção das pessoas em seus feeds sociais”.

CNN vai ter de reinventar o modo como conta notícias

Todos os millennials nasceram em um mundo onde a CNN já existia. Uma sensação, há 36 anos, o canal permitia ver notícias do mundo em tempo real, sem que o espectador tivesse que esperar pela hora do noticiário. Era ligar, e o que não era tão novo permanecia em sistema rotatório, repetindo as pautas até se criar uma montanha de fatos.

Vieram depois Fox News, MSNBC, CNBC e Headline News (também da CNN),  e o formato permaneceu o mesmo. Até que, nos anos 2000, Fox News e MSNBC resolveram abandonar o domínio das notícias e partir para o mundo dos comentários e programas especiais.

A Internet provocou um dano irreparável nas notícias em rotação. Não precisa mais trocar de canal, só andar de um site para o outro.

A saída, agora, para CNN e MSNBC? Matérias, de novo. Menos delas, Mais longas. “As pessoas não consomem mais notícias e informação do mesmo jeito”, disse o presidente da CNN, Jeff Zucker, em abril ao Guardian. “Por isso, na TV, iremos mais fundo em uma, duas, três matériais de real significado ou interesse em um dia”.

 

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