
Um jovem de 20 anos que estava no bar Le Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, relatou ao The New York Times os momentos de pânico vividos durante o incêndio que matou ao menos 40 pessoas e deixou 119 feridos. O sobrevivente descreveu a rápida mudança de um ambiente de festa para uma situação de caos generalizado.
Segundo o relato de Noa Bersier, ele chegou ao bar pouco depois da virada do ano e comemorava com amigos no porão do estabelecimento. Enquanto parte do público dançava ao som de música pop, ele jogava bilhar quando percebeu sinais de perigo.
Antes do incêndio, Noa disse ter visto garçons circulando com garrafas de bebida que tinham velas e sinalizadores acesos. De acordo com a procuradora do cantão suíço de Valais, Béatrice Pilloud, essa é a principal linha de investigação: sinalizadores presos a garrafas de champanhe teriam iniciado o fogo.
Por volta de 1h30 no horário local, o jovem percebeu que o teto estava em chamas. Ele afirmou não ter visto o início do fogo, mas relatou que, em poucos instantes, as chamas se espalharam por todo o bar, tornando o ambiente rapidamente irrespirável.

Na tentativa de escapar, Noa correu em direção à escada que ligava o porão ao térreo. Muitas pessoas fizeram o mesmo, o que provocou uma aglomeração e impediu que parte do público conseguisse sair. “Você via pânico nos olhos de todos”, afirmou o sobrevivente.
Após conseguir deixar o local, ele foi levado por amigos de carro até um hospital em Sion, a cerca de meia hora dali. Os médicos informaram que ele sofreu queimaduras em diferentes partes do corpo e precisou de atendimento imediato.
Noa contou ainda que esteve em outra boate antes de ir ao Le Constellation, mas decidiu mudar de local por achar que o primeiro espaço ainda estava vazio. “Sou muito grato por ainda estar aqui hoje”, completou.