
O jornalista Eduardo Oinegue, âncora da Band, fez uma confissão ao vivo, declarando-se um “imbecil” por ter entrevistado o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi preso pela Polícia Federal na quinta (16).
A declaração veio em seu programa de rádio, após a revelação de que Costa está envolvido em um esquema de recebimento de imóveis para favorecer a compra de ativos podres do Banco Master.
O jornalista expressou seu sentimento de frustração e engano ao perceber que a entrevista, realizada no programa Canal Livre, havia sido com uma pessoa que, na verdade, estava envolvida em atividades ilícitas. “Prenderam o presidente do BRB, mas onde é que prenderam o presidente do BRB? Sabe quando vem a prisão já com uma história fantástica…”, iniciou Oinegue.
“Não, esse cara veio acompanhado de um pacote de 72 milhões de reais de imóveis, parte de um pacote de o que era o dobro de imóveis, que ele ganhou do Daniel Vorcaro para topar comprar os ativos podres, claro, porque se fossem bons, não precisaria, os ativos podres do Banco Master”, afirmou.
Como é prazeroso ver um jornalista da grande mídia que se acha o paladino da moral e dos bons costumes sendo desmoralizado e tendo que admitir que estava errado. O Oinegue disse que se sentiu um imbecil por ter achado que o ex-presidente do BRB que foi preso era um homem sério.… pic.twitter.com/H1HSe09h4h
— Julio Freiress 🇧🇷 (@JFreiress_) April 16, 2026
“E aí, gente, eu fico, primeiro, me sentindo um imbecil, quero dizer a você que eu estou me sentindo idiota, porque a gente fez uma entrevista no Canal Livre com esse sujeito. A gente entrevistou esse cara porque ele estava comprando, era a principal operação no mercado financeiro, e a gente fez uma entrevista com ele. E aí, eu perguntava, o senhor acha, aquela pergunta é de quem está fazendo, acha que está entrevistando uma pessoa séria.”
A revelação da prisão e dos detalhes do esquema trouxe uma dura realidade. “E a gente estava entrevistando um bandido, o cara estava preocupado em negociar os apartamentos e a gente achando que ele estava preocupado em fazer negociações de nome do Banco Regional de Brasília, pensando no bem-estar da sociedade, pensando na função nobre que ele ocupava”, lamentou.
Terminou com a autocrítica: “Então, quero dizer que a primeira coisa é que eu me sinto um imbecil. Talvez você possa dizer, não, não é que você se sente um imbecil, você é um imbecil. Sim, eu acho que sim, porque é inacreditável”