STF defende segurança para Toffoli e ministros em viagens

Atualizado em 23 de janeiro de 2026 às 9:40
Dias Toffoli, ministro do STF. Foto: Andressa Anholete/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) defendeu o emprego de escoltas e apoio de segurança em viagens de ministros, afirmando que a medida segue a legislação e visa assegurar a autonomia e a imparcialidade da Corte.

Sem citar diretamente o caso recente envolvendo o ministro Dias Toffoli, o STF informou, em nota, que a segurança institucional tem por finalidade garantir o exercício pleno e independente das funções constitucionais dos magistrados.

Segundo o Supremo, a segurança atua para avaliar riscos, identificar ameaças e definir os meios necessários para proteger os ministros em todos os locais. A Corte afirma que seus integrantes são alvos recorrentes de ameaças, registradas por e-mails, publicações em redes sociais, tentativas de invasão às dependências do Tribunal e outras ações criminosas.

O STF menciona ainda episódios como os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o atentado a bomba ocorrido em 13 de novembro de 2024 e investigações da Polícia Federal (PF) que apuram planos concretos contra autoridades como evidências do cenário de risco.

Viagens ao Paraná e apoio logístico

Dados do TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) indicam que membros do STF passaram ao menos 125 dias em Ribeirão Claro (PR), entre dezembro de 2022 e agosto de 2025. A cidade abriga o Resort Tayayá, envolvido em uma transação entre o cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e irmãos de Dias Toffoli.

As informações do TRT-2 não discriminam quais ministros estiveram nas viagens, mas registram o pagamento de diárias para “prestar apoio em segurança e transporte ao Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro/PR”.

Ao todo, 25 agentes prestaram serviço em 16 ocasiões distintas. O TRT-2 pagou 595 diárias, que somaram mais de R$ 450 mil, para a atuação de segurança e transporte vinculada às idas ao município paranaense.

Em nove das 16 datas em que houve mobilização de segurança para Ribeirão Claro, outros ministros do STF cumpriam agendas oficiais em locais diferentes. Há registros de compromissos de Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Luiz Fux em Brasília, Minas Gerais, São Paulo, Peru e Colômbia nessas mesmas datas.

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O resort Tayayá, em Ribeirão Claro, na divisa entre os estados do Paraná e São Paulo. Foto: Reprodução