Suplicy, Bruno Covas e a necessidade de não nos transformarmos em monstros morais como os bolsonaristas

Atualizado em 15 de maio de 2021 às 9:44
Bruno Covas e o filho no hospital

Minha mãe gostava de um velho provérbio popular: “Se você não tem nada de bom para falar, não fale nada”.

Penso nisso diante da notícia da situação “irreversível”, segundo o último boletim médico, de Bruno Covas.

Tem muita gente boa gastando tempo e energia para detonar o prefeito de São Paulo que padece de câncer. O ódio transborda nas redes sociais.

Essa é a vitória final de Bolsonaro: nos transformar em monstros morais como ele.

Vamos resistir a isso.

Não se trata de canonizar Bruno, mas de manter a dignidade, a urbanidade, a decência, a empatia, a postura, a educação — e de deixar clara nossa distinção desse lixo.

O Brasil virou terra arrasada. Não precisamos chafurdar nela.

Eu prefiro a elegância de Suplicy: “Dada a notícia de irreversibilidade da condição de saúde do prefeito Bruno Covas, transmito a todos a minha tristeza, oração a Deus, vontade que possa ainda ocorrer um milagre para que ele se recupere plenamente.”

Se você não tem nada de bom a dizer, não diga nada.