Suzane von Richthofen manda soldar portão e retira carro de casa do tio morto

Atualizado em 31 de janeiro de 2026 às 20:39
Suzane von Richthofen e o tio, Miguel Abdalla Netto. Foto: Reprodução

A disputa pela herança de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, ganhou novos desdobramentos. Segundo apuração da coluna Fábia Oliveira, a ex-detenta comunicou à Justiça que adotou medidas consideradas urgentes para preservar o patrimônio do médico aposentado, encontrado morto no início de janeiro, em São Paulo.

De acordo com informações apresentadas no processo de inventário, Suzane relatou que decidiu mandar soldar o portão externo e a porta da casa do tio, localizada no bairro do Campo Belo, na zona sul da capital paulista. A justificativa seria evitar novas invasões, após o imóvel ter sido arrombado e ter itens furtados, em um episódio que segue sob investigação policial.

Ainda segundo os relatos, as providências teriam sido tomadas por iniciativa própria, já que, até o momento, nenhuma pessoa foi oficialmente nomeada pela Justiça para administrar os bens do espólio. Suzane afirmou que agiu para impedir novas perdas patrimoniais enquanto o inventário não é formalmente organizado.

Outro ponto informado ao juízo é a retirada de um veículo que pertencia a Miguel Abdalla Netto. O automóvel, avaliado em mais de R$ 120 mil, estava na garagem da residência e teria sido transferido para um local considerado mais seguro. O endereço para onde o carro foi levado não foi detalhado nos autos.

Policiais militares no portão da casa de Miguel Abdalla Neto. Foto: Reprodução

A coluna apurou ainda que Suzane não estava sozinha durante a adoção dessas medidas. Ela teria sido acompanhada por Ricardo Abdalla, filho de uma prima do falecido, o que foi mencionado como parte do relato apresentado à Justiça no processo sucessório.

Além das ações práticas, Suzane também apresentou documentos com os quais busca comprovar sua condição de herdeira. Segundo informações do processo, o patrimônio deixado por Miguel Abdalla Netto é estimado em cerca de R$ 5 milhões, valor que intensificou a disputa judicial em torno da herança.