Tacla Duran diz que procurador da Lava Jato recebeu 500 mil dólares em propina de doleiros

Atualizado em 10 de maio de 2023 às 8:39
Advogado Rodrigo Tacla Duran. Foto: Reprodução

Na terça-feira (9), o advogado Rodrigo Tacla Duran prestou novo depoimento ao juiz Eduardo Appio, da 13ª. Vara Federal de Curitiba. Ele acusou o ex-procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, braço-direito de Deltan Dallagnol em Curitiba, de receber propina para que doleiros não fossem processados pela força-tarefa.

Duran falou na condição de testemunha indicada pelo ex-vice-presidente do Equador Jorge Glas, que responde a processo por denúncia feita por Dallagnol, hoje deputado federal.

O ex-colaborador da Odebrecht disse, em audiência virtual, que Carlos Fernando recebia mensalmente valores de diversos doleiros para que não avançasse com processos da operação. Tacla Duran cita a quantia de 500 mil dólares.

“Essa proteção era praticada mediante a cobrança de uma taxa, para que o doutor Carlos Fernando se comprometesse à não-persecução penal desses doleiros que participavam da mesada”, disse Duran.

Advogado Rodrigo Tacla Duran. Foto: Reprodução

O chinês naturalizado brasileiro, Wu Yu-Sheng, está entre os doleiros. Vale destacar que ele não foi processado em Curitiba. “Ele [Wu] passou a ajudar a pagar esse valor todo mês, por muito tempo”, afirmou Duran. Ele ainda disse que foi orientado a procurar advogados próximos da operação para fazer o mesmo.

De acordo com informações do UOL, os dados fornecidos sobre as contas bancárias em que teria havido movimentação de propina foram encaminhados pelo juiz da 13ª Vara para a Superintendência da Polícia Federal do Paraná com objetivo de abertura de investigação.

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